Notícias Jornalísticas


 
 

04/09/2006 – 11h50

 

Tragédia em bairro de periferia de Bauru

 

Bauru, 04 set (Vivendo Bauru) – Desconfiado de que era traído pela mulher, o eletricista, Jorge Soares, ficou de tocaia na madrugada do dia 04 de setembro. Depois de receber vários telefonemas de que a mulher tinha um caso com um moço novo, resolveu ficar acordado para ver quem entrava na sua casa para ficar com a esposa, enquanto ele trabalhava. Tinha suspeitas de que a mulher ia chifrá-lo naquela madrugada, a mulher tomou um banho demorado por volta das duas horas da manhã. Sentou em frente ao espelho da penteadeira que fica no quarto do casal e se recusou a fazer sexo com o marido.

 

O eletricista deu várias pancadas na mulher e os vizinho chamaram a polícia. Era a segunda vez que ia em cana. Liberado em seguida, porque a mulher não formalizou a queixa. Ela era mais nova que ele e tinha saído de um bordel no interior de Minas Gerais. Conhecida como a alegria do bairro, vivia fazendo serviço para fora. Os vizinhos estavam acostumados com a pancadaria, mas não sabiam que ele tinha uma arma em casa.

 

Bêbado, voltou para a casa e ficou deitado na sala. Sabia que daquela noite não passava o caso de assanhamento da mulher. Quando ouviu um barulho, pulou do sofá e com a arma em punho, atira para matar. Todos ouviram gritos e garrafas se quebrando. Ele seguiu chutando o leiteiro de 21 anos que estava trazendo o leite para as pessoas. Ainda não se sabe se o moço morreu pelo tiro ou pelos socos e pontapés. O que se sabe é que o chifrudo foi em cana e a mulher pode levar tranqüilamente o vagabundo que ela sustentava para mais de cinco anos.

 

 

04/09/2006 – 10h13

 

Cidade amanhece em luto, um inocente foi morto

 

Bauru, 04 set (Jornal da Cidade) – A cidade de Bauru amanhece em luto. Nessa madrugada, um leiteiro de 21 anos foi brutalmente assassinado por engano, enquanto entregava o leite na Rua Araújo Leite. Ele ajudava o pai, um sitiante de mais de 70 anos, no sustento da casa. Testemunhas contam que diariamente fazia o serviço e sempre chegava antes do dia raiar. Era um moço simples e bem educado, trazia o leite em latões e garrafas. Usava sapatos de borracha e procurava chegar de mansinho para não acordar a vizinhança.

 

O morador do número 97, assustou-se com a movimentação, depois de ter sido assaltado na noite anterior Temia que fosse vítima novamente de assaltantes. Atirou no rapaz que trabalhava. Percebeu logo o erro e gritava que não era para chamar polícia e sim médicos para salvar o moço. Os gritos de nada adiantaram, os policiais chegaram e recolheram o homem no 3º Distrito Policial.

 

Ele vai responder por homicídio culposo, como é réu primário poderá responder em liberdade. Até o momento, os familiares estão procurando advogado para o eletricista aposentado, que está em estado de choque. Na rua, ainda está o sangue misturado com o leite. O dia raiou com a cor vermelho esbranquiçado em uma rua do bairro de Bauru.