Os métodos instrumentais são em geral
mais rápidos do que os métodos puramente químicos, dito clássicos, sendo
normalmente aplicáveis nas análises de concentrações mínimas, além dos limites identificáveis
pelos métodos de análises clássicas, permitindo assim uma vasta aplicação
industrial. Apesar das enormes vantagens dos inúmeros métodos instrumentais,
seu uso não torna obsoletos os métodos clássicos, pois:
- O equipamento utilizado
em análises puramente químicas é mais barato e de mais fácil obtenção e
manutenção. Enquanto a maioria dos instrumentos são caros e seu uso é melhor
justificado se o número de análises a ser realizado é grande ou as substâncias
a serem determinadas estão presentes em quantidades bem pequenas (traços,
subtraços, ultratraços ou nanotraços).
- Quando se usa um
método instrumental é necessário calibrar o aparelho usando uma amostra do
material cuja composição seja conhecida para referência. Para obter resultados
acurados, os reagentes devem ser cuidadosamente pesados e medidos, e padrões
devem ser preparados, a análise clássica fornece o treinamento e a experiência
necessária.
O bom Químico Analítico deve sempre
apreciar a importância de desenvolver suas habilidades através da prática dos
métodos clássicos para melhorar a qualidade dos procedimentos instrumentais.
Técnicas Instrumentais:
Métodos
Quantitativos
Espectroanalíticos
Eletroanalíticos
Radioanalíticos
Termoanalíticos
Cromatográficos
Métodos Qualitativos, de Identificação ou
Caracterização
Espectrometria no Infravermelho
“ de Ressonância Magnética Nuclear
“ de Massa
“ de Raio X
“
de Ressonância de Spin
Eletrônico
Métodos Espectroanalíticos
São aqueles baseados em medidas da absorção e da emissão da radiação UV-Visível por espécies químicas atômicas ou
moleculares.
Espectrometria de Absorção Molecular
“ “ “
e Emissão Atômica
“ de Emissão de Fluorescência Atômica e Molecular
Espectrografia de Emissão.
Métodos Eletroanalíticos
São aqueles baseados em medidas de propriedades elétricas (corrente, tensão e resistência)
das espécies químicas.
Potenciometria
Coulometria
Voltametria
Condutometria
Eletrogravimetria
Métodos Radioanalíticos
São
os que se baseiam em medidas das
radioatividades emitidas por espécies químicas.
Análise por
Ativação Neutrônica
Análise por
Diluição Isotópica
Métodos Termoanalíticos
Baseiam-se em medidas de calor emitido ou absorvido por espécies químicas.
Termogravimetria
Calorimetria
Diferencial Exploratória
Métodos Cromatográficos
São aqueles baseados na
combinação de um método instrumental de
análise com uma técnica de separação,
usando colunas empacotadas ou superfícies porosas.
Cromatografia
Gasosa
Cromatografia Líquida
Terminologias mais comuns:
Análise Química - consiste na aplicação de um
processo ou de uma série de
processos para identificar (análise qualitativa) ou quantificar (determinar a quantidade, a concentração, o teor, etc) de uma
espécie química (analito) presente em uma amostra.
Amostra Analítica - pequena porção do
material objeto da análise química que
representa a composição média qualitativa e quantitativa da população.
Amostragem - conjunto de operações que nos permite obter, partindo
de uma grande
quantidade de material, uma pequena porção (amostra)
realmente representativa da
composição média do todo.
Analito - espécie química presente na amostra cuja concentração
se deseja determinar em uma
análise. Ex. Cálcio presente no leite, ácido acético no vinagre, colesterol no ovo, cromo do
aço inoxidável, etc.
Sinal Analítico (ou Sinal) - Resposta instrumental à propriedade do analito
(absorbância, intensidade de emissão, etc.)
Matriz - compreende todos os constituintes de amostra
analítica. Logo, além do analito a matriz da
amostra contém os outros componentes chamados “concomitantes”.
Exatidão - grau de concordância entre o valor (resultado) obtido experimentalmente e o valor esperado (valor mais provável)
Precisão - indica o grau de concordância entre resultados
individuais dentro de uma série de
medidas. Em outras palavras, a precisão está relacionada com a
reprodutibilidade ou repetibilidade das medidas.
Sensibilidade - medida da capacidade de um instrumento (ou método) em distinguir
entre pequenas diferenças na concentração do analito.
Limite de Detecção - é o nível de concentração (ou quantidade) mínima de analito detectável por um instrumento.
Seletividade - refere-se ao quão um método analítico está livre de interferências de outras espécies presentes na matriz.
Referências Bibliográficas
1. Apostila de
Química Analítica Instrumental (Baixe Aqui)
2. D. A. Skoog e J. J.
Leary - “Princípios de Análise Instrumental” – 5a Edição – Artmed Editora S.A. Porto Alegre
(RS).
3. Otto Alcides
Ohlweiler - “Fundamentos de Análise Instrumental” - Livros Técnicos e
Científicos, Rio de Janeiro, Brasil, 1981.
4. M. L. S. S.
Gonçalves - “Métodos Instrumentais para Análises de Soluções - Análise
Quantitativa”, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal, 1990.
Periódicos de Referência:
Chemical
Abstract
Analytical Abstract
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