AdventurPortugal em Motorhome

"Alentejo" I de Lisboa ao Divor

Pelos caminhos de Portugal "Alentejo" I de Lisboa á Barragem do Divor

Eis que a Primavera se faz anunciar timidamente neste mês de Abril de 2009. Assim surgiu a inspiração para recomeçar mais uma viagem pelos caminhos de Portugal em busca do Sol, do lazer e da tranquilidade. Mais uma tentativa de fuga para a frente! Querendo simplesmente esquecer tudo o que de mau vi e senti em Portugal, durante o Inverno de 2008/2009...
Mas... será que haverá refúgios em Portugal ? Capazes de me inspirarem e assim recarregar energias positivas. Sem duvida que sim...! O primeiro passaporte para a tão desejada tranquilidade, encontra-se estacionada em frente á janela da minha casa. A minha Autocaravana, em que rapidamente coloquei os meus objectos pessoais e a dirigi rumo ao Sul, com a primeira paragem no posto de abastecimento do Jumbo de Almada onde atestei de gasóleo a preços mais baratos. Com a ajuda do indispensável GPS
iniciei o percurso em direcção ao Alentejo, Montemor-o-novo é uma das terras mais atravessadas e menos conhecidas de Portugal. É tempo de a descobrir: a cidade insuspeitada que se esconde para lá da avenida dos cafés e restaurantes e, também, a beleza do campo que a envolve, complementa e estende. Montemor não surpreende apenas pelo inesperado. O seu encanto nasce da simplicidade com que o presente se sente, da força do passado que evoca,da imaginação que estimula ao primeira olhar. Montemor marca a força ancestral das ordens religiosas e da nobreza agrária, expressa em belas casas senhoriais setecentistas, em múltiplos conventos (alguns restaurados para novas funções), em igrejas que associam portais manuelinos, ricos altares barrocos e inesquecíveis frescos e azulejos. A memória destes tempos convive serenamente com o presente e integra-se nele como as casas humildes de quem teve destino mais constante.
Explorar o Castelo a seu bel-prazer, entre pela Porta da Vila, junto à Casa da Guarda e, com o necessário cuidado, suba as escadas de acesso à Torre do Relógio. Deste ponto da muralha tem uma vista única sobre as ruínas dp Paço dos Alcaides que serviu de pousada a vários monarcas e onde se reuniram Cortes.

Talvez porque a viagem ainda está de inicio e sendo esta a primeira paragem do percurso que irei efectuar, com o stress dos grandes centros urbanos ainda presente em mim, impedindo-me de ter a tranquilidade necessária para desfrutar em pleno da visita. Até breve Montemor-o-novo.

Assim iniciei o percurso pela N4 em direcção de Arraiolos

                                                                                                É nas ruas estreitas que esta arte da vida se torna realidade na produção dos famosos Tapetes de Arraiolos. Estes tapetes ainda preservam alguns dos mais óbvios elementos da cultura moura em Portugal. Enquanto do passeio pelas ruas de Arraiolos vê-se as mulheres da vila que ainda hoje tentam preservar este pedaço da cultura Portuguesa à medida que o tempo passa devagar... Retomei o percurso em direcção á Aldeia da Igrejinha, tendo a possibilidade de rolar por estradas rodeadas de verdejantes árvores. Panorâmica de natural tranquilidade que se avizinha...

Alguns Kms, depois de percorrer as magníficas planicies alentejanas, cheguei á pacata Aldeia da Igrejinha. Foto do simbolo que deu o nome á Aldeia que se situa na proximidade da barragem do Divor, onde passarei uns dias de tranquilidade absoluta.

A primeira noite até estranhei, com o Absoluto silêncio que se fazia sentir na Barragem. Pela manhã depois de um calmo pequeno almoço fiz uma volta de reconhecimento pelo local, onde escolhi o sítio para mim ideal para descansar uns dias.

A construção da Barragem do Divor foi concluída em 1965. Esta barragem tem uma superfície de 2,65 km² e foi destinada a abastecer a cidade de Évora e para a rega.
A barragem oferece óptimas condições para navegar à vela, em canoas e gaivotas. Nas margens da barragem pode-se pescar. Os arredores com sobreiros, azinheiras, oliveiras e pinheiros são ideais para passeios a pé ou de bicicleta. No meu caso aproveitei a estadia para colocar a leitura em dia, passear a pé e simplesmente relaxar a ouvir o chilrear dos passarinhos.

A Cris depois de uns dias não poderia deixar de posar o seu ar tranquilo.

Por aqui estive. Até, ser necessário fazer os serviços básicos da Autocaravana.

E também de abastecer o frigorifico e a garrafeira. Assim retomei o percurso em direcção a Evóra...

Galeria fotográfica

Galeria de vídeos

Relatos de viagen

Cronicas do Portal

Autocaravanas