VINHO DO PORTO

 
 
 
 

 
 
 

ERA UMA VEZ UM VINHO
Durante centenas de anos, apreciadores estrangeiros beberam o vinho que era produzido no nordeste de Portugal, nas encostas das montanhas que ladeiam o Rio Douro.
No século I, antes de Cristo o historiador Grego Polybius. em land of wine relatou
 que uma matreta (recipiente para 27 litros) deste vinho era vendida por um dracma (moeda grega). No tempo dos Césares, ou romanos que ocuparam a região introduziram os lagares (tanques de pedra) e as ânforas (vaso grande de cerâmica) para a elaboração e envelhecimento do vinho.
A vitivinicultura tornou-se tão popular que o imperador Domiciano teve que ordenar a redução do numero de vinhas para metade, de modo a manter o equilíbrio com outros produtos agrícolas. O cultivo da vinha prosperou durante o domínio Visigodo e sobrevive à ocupação
                                                                                                          dos mouros, do século VIII ao XII.


OS INGLESES DESCOBREM O VINHO DO PORTO

- A partir de 1143, quando Portugal se tornou um reino independente. o vinho do Douro aparecia frequentemente nos decretos reais e no século XII, era enviado rio Douro abaixo para a cidade do Porto e exportado para vários países.
No inicio do século XVII, chegavam anualmente ao Porto o equivalente a um milhão e duzentas mil caixas de vinho.
Em 1638, um diplomata alemão, Cristiano Kopke, fundou uma companhia de exportadores de vinho do Douro, que ainda hoje existe. Em 1675, ao vinho destinado à Holanda foi dado pela primeira vez o seu nome moderno: Vinho do Porto, apesar de legalmente só o vinho produzido em Portugal possa ser denominado Porto ou vinho do Porto, muitos países aceitam e respeitam a sua tradução (Port ou Port Wine).
à medida que o século XVII chegava ao fim, um acontecimento trouxe fama e prestígio universal ao vinho do Porto.
- A sua descoberta pelos britânicos que espalharam o seu nome por todo o mundo. No inicio do século XVII, existia uma colónia inglesa florescente na cidade de Viana do Castelo, 70 quilómetros ao norte do Porto. Ali comerciantes britânicos importavam produtos da Inglaterra e exportavam produtos agrícolas e um vinho verde tinto, leve e vivo, hoje em dia chamado "verde tinto". Não sendo popular entre a nobreza britânica, era consumido pelos marinheiros. Quando surgiram problemas políticos entre a França e Inglaterra, em 1660, o Bordeaux, que era o vinho eleito pelos nobres britânicos, tornou-se praticamente impossível de ser obtido. Na ocasião, os comerciantes de Viana do Castelo tentaram comercializar o vinho dos "marinheiros" como substituto, mas em vão. Ofereceram então,os vinhos ricos e aromáticos do Douro e foram tão bem sucedidos que mudaram o seu centro de operações para a cidade do Porto. A primeira firma inglesa de vinho do Porto foi a Warre, em 1670, seguida pela Croft, Quarles-Harris e, no final do século pela Taylor-Fladgate. Muitas outras companhias seriam fundadas nos séculos subsequentes.
- No século XVII, o vinho do Porto era o vinho preferido do partido Whig ( que sustentava os direitos do parlamento e que depois da reforma eleitoral de 1832 se transformou no partido Liberal). Em 1689 na presença de Catarina de Bragança, filha de D.João IV de Portugal e viúva do rei inglês Charles II, foi Mary II. No Século XVIII Samuel Johnson, liberato e animador da cultura londrina, afirmou que o Bordeaux é uma bebida para rapazes e o vinho do Porto Para Homens.
Em 1678, o primeiro ano de que à registos de exportação, Portugal enviou o equivalente a 24 mil caixas de vinho do Porto para a Inglaterra; (12 garrafas 0,75 cl por cx.)Em 1693, 780 mil, aumentando para um milhão e 500 mil, caixas em 1728. ( em 1708, o vinho do Porto tornou-se o primeiro do mundo a ser vendido em garrafa).
Os ingleses tinham adoptado
um novo vinho. Esta rápida ascensão de popularidade levou a abusos e falsificações. Por volta de 1740, para satisfazer a procura, os produtores e comerciantes adicionavam vinhos de regiões distantes ao produto verdadeiro. A consequente perda de qualidade levou a uma menor procura e o numero de caixas exportadas caiu para 750 mil, no fim da década. Isto levou as autoridades portuguesas em 1756 a fundar a companhia Geral da Agricultura dos vinhos do Alto Douro para controlar todos os aspectos da produção. Em 1761 foram estabelecidas as fronteiras exactas da região do Douro e regulamentos rígidos passaram a assegurar a autenticidade do vinho. Estas medidas pioneiras levaram a um controle de qualidade sem precedentes e serviram de modelo para a demarcação de regiões vinícolas noutros países. As exportações para a Inglaterra aumentaram, consequentemente, para três milhões e quinhentas mil caixas, em 1779.
Nos dias de hoje, o controle é melhor do que nunca. O instituto do Vinho do Porto e a casa do Douro, na região da Régua, fundados respectivamente em 1933 e 1932, super visionam todos os aspectos, da vinha ao consumo.
Ironicamente, os franceses que foram responsáveis de uma forma indirecta pela paixão dos ingleses pelo vinho do Porto bebem-no actualmente três vezes mais do que aqueles - mais do que em qualquer outro país.

UMA TRANSFORMAÇÃO HISTÓRICA


- Como era o Vinho do Porto nos séculos XVII e XVIII, comparado com o dos nossos dias ?
Há o conceito errado de que o Vinho do Porto, logo que os ingleses o descobriram, foi transformado de vinho de mesa seco e rico no vinho de sobremesa doce e forte que hoje conhecemos. O mito tem sido perpetuado pela história famosa, mais apócrifa, de dois jovens comerciantes de Liverpool que pararam no mosteiro de Lamego, em 1678, e a quem foi dado um vinho rico, doce e forte tão apreciado pelos dois, que compraram tudo o que puderam e o exportaram para Inglaterra. No entanto a prática comum da época era adicionar 15 litros de aguardente vínica a cada pipa (550) litros ou cerca de 3% do volume total do vinho, para o preservar durante o transporte. Hoje em dia cerca de cem litros por pipa ou 20% do total do volume do Vinho do Porto, são de aguardente adicionada antecipadamente para impedir a fermentação, manter a doçura e elevar o álcool até 20%. Se no mosteiro de Lamego se fazia o vinho assim era um caso isolado, uma vez que esta não era uma pratica comum até 1850. Seria mais provável que o mosteiro, produzisse um vinho frutado conhecido como "Vinho do Porto dos Padres"; mais rico e doce que os outros do seu tempo.
- A transformação aconteceu, de facto, mais vagarosamente. O verdadeiro catalisador ocorreu em 1820, quando houve uma colheita de uvas muito maduras e nem todos os açucares da fruta puderam ser convertidos em álcool. Assim, foi produzido um vinho extraordináriamente rico e doce, de forma natural. Os consumidores Ingleses aprovaram a novidade e os produtores começaram a parar a fermentação cada vez mais cedo, adicionando maiores quantidades de aguardente vínica. para torna-lo semelhante ao vinho excepcional produzido em 1820. Esta prática era muito controversa e um famoso produtor de Vinho do Porto, o Barão de Forrester, condenou em 1850 a adição de qualquer quantidade de aguardente vìnica. A sua opinião foi rejeitada. Mas até 1900 os produtores continuaram a fazer Vinho do Porto de três diferentes estilos:
- Seco, com um mínimo de álcool adicionado e fermentado seco;
- Médio, com mais aguardente e alguma retenção da doçura.
- Rico, uma aproximação à prática moderna de reter cerca de 10% do açúcar residual adicionando 20% na forma de aguardente vínica a 77º, George Saintsbury, o grande connaisseur do século XIX, menciona nos seus escritos como apreciava os três estilos de grandes anos, tal como 1851. Desde 1900 pode-se dizer com segurança que todo o Vinho do Porto é de estilo moderno, ou seja rico fortificado e doce.

O QUE TORNA O VINHO DO PORTO IMCOMPARÁVEL
                                                                                                  


- Nenhum outro vinho esteve tão sujeito a imitação, mas nenhum vinho é tão resistente á criação de sucedâneos convincentes. Um produtor português de vinho do Porto que visitou os Estados Unidos da América em 1940, surpreendeu-se ao encontrar naquele País cartazes com a mensagem: "certifique-se de beber Porto Americano genuíno, cuidado com as imitações estrangeiras".
- As imitações do "estilo" Porto continuam a existir. São produzidas na Califórnia, Austrália, Africa do Sul e noutros lugares, Mas não passam de imitações. Diferem radicalmente do Vinho do Porto verdadeiro Devído a uma conjunção exclusiva de solo, clima e castas, o autêntico Porto só pode ser elaborado num único lugar do Mundo: o vale do rio Douro, em Portugal.
- O rio Douro encontra o Oceano Atlântico na cidade do Porto. Até esse ponto, já percorreu 640 quilómetros, desde a nascente no alto da sierra de Urbion no interior de Espanha cruzando Portugal de leste a oeste. A região demarcada do Vinho do Porto começa 96 quilometros a leste da cidade do Porto e estende-se por 107 quilometros dsede Barqueiros até Mazouc, na fronteira espanhola.
-O ponto mais largo da região demarcada do Douro tem apenas 25 quilómetros. As vinhas são plantadas em sómente 80 mil dos 700mil acres de àrea total, nas encostas em declive (35% a 70% de inclinação) que se erguem sobre o rio Douro e seus tributários. A serra do Marão, que se eleva abruptamente a 1500 metros no extremo oeste da região assinala a mudança dos planaltos saturados pelo ar húmido e frio do Atlântico, para um clima mediterrâneo montanhoso. O solo do Douro é dominado por duras pedras de xisto, formando um oásis rodeado de granitos por todos os lados. Cerca de 95% de todo o Vinho do Porto é cultivado neste xisto.Como existe apenas uma camada muito fina de terra argilosa, as vinhas são plantadas partindo a pedra até uma profundidade de um metro, onde as fissuras no xisto permitem que as raízes cheguem até 21 metros em busca de água.
O solo é muito ácido, devido a um nível alto de potássio, tem baixo nível de cálcio e magnésio e apresenta excesso de alumínio, o que é tóxico para as raízes. Além disso, as encostas só podem ser preparadas para plantação através do nivelamento de socalcos ou terraços, com ferramentas de ferro pontiagudas ou dinamite e, mais recentemente, bulldozers e tractores. Nunca ninguem disse que era fácil; o grande vinho nasce verdadeiramente dessa excepcional adversidade.
Os ínvernos são chuvosos e os verões longos e quentes, mas as noites frescas permitem que as plantas transportem o alimento das folhas às uvas. A capacidade do solo de reter a água a grandes profundidades e a sua propriedade de reflectir o calor na superfície, permite a formação de castas que produzem vinhos equilibrados e encorpados.
As vinhas podem ser cultivadas até 600 metros de altitude, mas as melhores castas provém das partes mais baixas das encostas. Existe um ditado que diz; o melhor Vinho do Porto deriva das uvas que conseguem ouvir o fluir do rio.
   - Três sub-regiões são determinadas por condições naturais; o Baixo Corgo, a parte mais ocidental, que se estende até onde o Rio Corgo intercepta o Douro. Ali, as encostas não são tão inclinadas, o solo superior é relativamente profundo, tornando a plantação mais fácil e alguma influência atlântica reflete-se na queda da chuva de cerca de 100 mm por ano, tornando a produção relativamente abundante. Esta área produziu a maior parte do Vinho do Porto até ao século XVIII, e ainda responde por cerca de 50% do total.
   - O cima Corgo, ou parte central, que se estende para o leste do rio Corgo até uma garganta chamada Cachão da Valeira. Ali, a montanha é muito inclinada, possui encostas irregulares, grandes formações de pedra difíceis de partir e apenas 71 mm de chuva por ano. Muitas das mais famosas propriedades do Douro, as chamadas quintas, reunem-se à volta da cidade de Pinhão coração desta região. Elabora-se ali cerca de 36% do Vinho do Porto, a maioria de grande qualidade.
   - A terceira sub-região ou Douro Superior, estende-se até á fronteira com Espanha, desde o Cachão da Valeira, um vale estreito e granítico onde os barcos não passavam até ser dinamitado entre 1780 e 1792. Ali, é mais fácil de trabalhar o solo xistoso, pois as encostas não são tão íngremes. A falta de chuva ( apenas 40 mmpor ano) dificulta o desenvolvimento das vinhas mais jovens, mas as mais velhas conseguem chegar às profundas reservas de água de modo a produzirem um vinho excepcionalmente rico e concentrado. Embora só 13%  do Vinho do Porto seja elaborado no Douro Superior, a àrea é considerada promissora. Não só porque a qualidade é soberba, mas também porque se presta á mecanização.


AS CASTAS
   - São cultivadas mais de trinta castas tintas diferentes na região do Douro, mas a investigação conduzida em anos recentes apontou cinco delas como de excepcional qualidade e interesse, justificando o aumento da sua plantação. Reconhecida como a melhor casta para o Vinho do Porto, esta variedade tem merecido especial atenção por parte dos escritores desde o século XVIII. É uma uva vigorosa, que amadurece cedo, com uma cor e aroma intensos notável pela longevidade. Bastante adaptável cresce bem nas três sub-regiões, mesmo em condições muito secas. A Touriga Nacional produz normalmente cerca de 13% de álcool, tem um excelente PH, ou equilíbrio ácido, 3,54 e um grande numero de polifénóis ou componentes aromáticos. Embora possa produzir um vinho perfeitamente equilibrado quando utilizada sózinha rende, cerca de 1/3 ou 1/2 em relação ás outras quatro variedades seleccionadas fazendo com que o seu uso exclusivo num Vinho do Porto seja económucamente impraticável. Além disso a Touriga Nacional melhora quando misturada com outras variedades. O seu aroma apresenta leves notas de frutos maduros, tais como amora, framboesa e cassis, com notas florais de violeta e esteva, bem como cheiros animais, como o musk e a caça.
O sabor é macio, elegante e equilibrado, e quando rico em taninos e acidez fresca, a impressão geral é de  maciez, elegância e complexidade.
   - Oficialmente aprovada desde 1800, esta é a única variedade de qualidade superior, que é extensivamente cultivada fora de Portugal. Investigações recentes demonstraram que é semelhante ou idêntica á tempranillo de Espanha. Combina a alta qualidade á boa quantidade, produzindo quase duas vezes e meia mais de mosto do que a Touriga Nacional. Cresce em cachos grandes e compactos e a casca espessa torna-se resistente ao sobre-amadurecimento.
   - A Tinta Roriz rende bem em todas as sub-regiões do Douro. Mas, como é sensível á falta de minerais rende mais num solo rico. A qualidade apresenta uma variação considerável em função do ano e da localização.O álcool médio eo PH são os mesmos da Touriga Nacional, mas a intensidade da cor é menor e torna-se mais clara com o envelhecimento. O aroma, embora forte, não é multidimensional como o da Touriga Nacional. Dominada pelos odores da madeira e herbácios, apresenta também em anos melhores, o aroma floral da esteva e a fruticidade da amora e da framboesa. É ligeiramente agressiva ao paladar, devido á preponderância dos taninos fortes e espessos. O final é longo e frutado. A impressão geral é forte, adstringente e poderosa, com uma certa aspereza. Esta casta foi reconhecida antes de 1800 e classificada em 1822 como muito boa, mas só a partir de 1941 passou a ser chamada Tinta Barroca em todo o Douro.
Bastante vigorosa, com cachos grandes e abertos, amadurece cedo e, em anos bons, é mais prolífica do que qualquer outra variedade superior do Douro. O álcool é de cerca de 14% e tem um PH baixo de aproximadamente 3,7. As uvas são grandes, com casca fina e, por esta razão, não toleram calor excessivo ou luz direta do sol, desenvolvem-se melhor em zonas altas e em encostas com exposição ao norte, especialmente nas sub-regiões do Baixo e Cima Corgo.
 - O carácter da Tinta Barroca é quase diametralmente oposto ao da Tinta Roriz: revela-se delicado, feminino, não agressivo. Quando cultivado num lugar fresco e húmido, tem um nível baixo de taninos e parece suave e doce. Em locais quentes produz mais taninos, o que ajuda a equilibrar sua baixa acidez.
   - A Tinta Barroca confere ao Porto elegância e aroma (tem muitos fenóis) e um final longo, persistente e frutado, com pequenas notas de cereja, amora e framboesa.
Uma casta já conhecirda em 1600, a Tinta Cão foi classificada em em 1791 como uma das melhores de Portugal, dando um vinho "colorido, forte e generoso". É a variedade menos produtiva depois da Touriga Nacional. Cresce em pequenos cachos com casca espessa, e é resistente ao calor e á luz directa do sol. Mas como  seu sumo é propenso á oxidação, produz melhor em locais frescos. Não tem tanto potencial para fruta profundamente madura como as outras variedades.
 - Quando cultivada em local fresco, o álcool é usualmente cerca de 12%. Apresenta aroma levemente floral, tornando-se muito refinado e delicado com o envelhecimento. Tem menos intensidade de cor e uma estrutura mais leve do que as outras variedades, precisando de cinco anos para mostrar as suas qualidades intrínsecas. No paladar, é floral, com um final frutado e de duração média. Quando cultivada num local quente, o aroma é mais condimentado, mas não tão agradavél quando jovem, nem tão bom quando envelhecida. 
   - Apesar do nome Touriga Francesa, esta é uma casta estritamente do Douro, sem qualquer ligação a qualquer variedade francesa conhecida.Foi assim denominada ela primeira vez em 1940. Embora de alta qualidade e interesse, é de menor elegância,intrínseca do que as outras variedades superiores.A cor é boa e razoavelmente duradoura, mas não tanto como a Nacional, Roriz ou Barroca. A Touriga Francesa é de rápida maturação, apresenta cachos de tamanho médio e produtividade maior que a Touriga Nacional e a Tinto Cão, menor porém que a Tinta Roriz e a Barroca. Embora seja adaptável a diferentes solos, precisa de condições quentes de cultivo para obter a força de álcool necessário ao Vinho do Porto: atinge cerca de 12% de álcool, tem um excelente equilibrio do PH de 3,45 e é rica em fenóis. O aroma é o mais floral de todas as variedades, com predomínio da rosa. Em anos bons, a esteva está também em evidência. Menos agressiva do que a Roriz, mais robusta do que a Barroca, a fruta e o tanino estão bem equilibrados, mas não são de grande qualidade. Apesar de um final longo e intenso, tem um paladar bastante terroso. No entanto é uma excelente variedade de mistura devido aos seus componentes aromáticos floris e estruturais .

DA UVA Á GARRAFA

   - No Douro, a plantação de vinhas, o cultivo e a vindima das uvas tem sido uma tentativa constante de encontrar formas mais eficientes de extrair um néctar único de uma terra que dá o seu presente  generoso com muita dificuldade. Desde o tempo dos Romanos até ao final do século XIX , os tsrraços ou socalcos horizontais são penosamente talhados nas encostas com muros, construídos para suportar e evitar a erosão. Pode ser plantada uma fila ou duas em cada terraço ( sistema pré-phylloxera). No início do século XX, os terraços foram aumentados de modo a acomodarem até dez filas, ao mesmo tempo que os muros de sustentação eram gradualmente eliminados  (sistema tradicional). Estes dois sistemas dependeram totalmente do trabalho manual.
Por volta de 1970 sentiu-se a necessidade de mecanização para manter os custos de produção baixos. Introduziu-se então o sistema "patamar", uma longa série de pequenos terraços com apenas duas bordas horizontais, distanciados cerca de 1,2 metros e separados por declives variáveis em função da inclinação do terreno. Estes patamares podem ser trabalhados com pequenos tractores. Os resultados contudo não são totalmente satisfatórios.
Em 1976 foi introduzido um sistema muito  melhor em termos de macanização. Chamada "vinha ao alto" utiliza filas verticais que são interronpidas a cada 50 - 60 metros por uma rua ou caminho, para evitar a erosão ou proporcionar acesso fácil aos tractores  e outras máquinas. Um canhão gigante de pulverização permite a um homem fazer em dez horas o trabalho de quinze homens em quinze dias numa vinha tradicional. Trabalhando em declives acentuados superiores a 45% , os tractores têm de ser assistidos por um cabo, podendo utilizar tracção directa em declives menos acentuados.A alta densidade da plantação encoraja a competição entre os vinhos e proporciona Vinhos do Porto ricos e de grande qualidade. A vindima começa normalmente no Douro Superior e Cima Corgo nas últimas duas semanas de Setembro e cerca de duas semanas mais tarde no Baixo Corgo, prolongando-se por cerca de cinco semanas: As uvas são apanhadas manualmente, colocadas em cestos e transportadas para quintais ou outros centros vinícolas.
   _ cerca de 1%  do vinho é feito atravéz de um sistema introduzido pelos Romanos, isto é, pisando as uvas em lagares. Os homens esmagam as uvas com os pés descalços, até o liquido ter sído largamente extraído. Uma camada de películas a denominada manta sobe. Esta tem de ser empurrada para baixo durant vários dias com pás de madeira, chamadas macacos,ou pisadas, para se extraír a cor e o tanino suficientes para um bom Porto. O mosto fermenta em tanques e depois recebe a aguardente vínica que interronpe este processo e preserva  a sua doçura.
Desde o inicio dos anos sessenta, a maior parte da produção tem sido vinificada com recurso aos meios mecanicos. Depois de esmagadas, as uvas são colocadas, as uvas são colocadas em tanques de aço inixidável fechados ou com revestimento especial, onde a fermentação, onde a fermentação se processa. O mosto no fundo do tanque fica de uma camada de cascas.É produzido CO 2 como um produto resultante da fermentação e a sua pressão empurra o liquído do fundo do tanque para uma pequena câmara no topo. Daqui este é aspergido por cima   da camada a cada dez minutos, até a fermentação estar completa e pode ser escoado para tonéis de madeira, onde serã fortificado e envelhecido.A partir de meados da década de 70, vem sendo utilizado um método mecanico alternativo, denominado remontagem. Nele o mosto é bombeado sobre as cascas, em intervalos regulares conforme a casta, o seu grau de maturação, a quantidade de extrato desejado, etc. As hastes  e graínhas das uvas não são danificadas, o que evita quaisquer taninos amargos no vinho.
   - Durante cerca de 700 anos, o Vinho do Porto foi transportado pelo Douro abaixo em barcos de fundo chato ( os rabelos) para a cidade do Porto e para a sua cidade "gémea", Vila Nova de Gaia. A última viagem comercial de um barco Rabelo aconteceu em 1956. Actualmente, todo o Vinho do Porto é transportado em camiões cisterna. Os barcos tradicionais  ancorados em frente ás companhias de Vinho do Porto em Vila Nova de Gaia, utilizados apenas para uma regata espectacular todos os verões, no mês de Junho, em honra de S. João . Até 1986, todo o Vinho do Porto tinha de ser envelhecido e engarrafado nas caves em Vila Nova de Gaia. Mas, a nova legislação, publicada a 26 de Junho daquele ano, tornou legal não apenas o cultivo. mas também o envelhecimento e engarrafamento do Vinho do Porto no Douro. Consequentemente, muitos proprietários que antes vendiam suas produções para as grandes companhias estão agora a comercializar o seu Vinho do Porto com o nome da própria quinta.
COCKTAILS 
1
 
Porto doce: 2 cl
Creme de banana:1 cl
Pisang Ambom: 2 cl
Natas : 1 cl
Bater  no Shake 
 
2
 
Porto seco: 3 cl
jaermeister: 2 cl
Frangélico: 1 cl
Copo mistura
 
3
 
Porto: 3 cl
Brandy mel: 2 cl
Natas: 2 cl
Bater  no Shaker
 
4
 
Porto: 4 cl
Brandy mel: 1 cl
Pepermint: 1 cl
Natas: 1 cl
Mistura: Shaker
 
5
 
Porto tinto: 2 cl
Galliano: 2 cl
Frangélico: 1 cl
Natas: 1 cl
Mistura: Shaker
 
6
 
Porto brancodoce:5/10
Gin: 4/10
Creme  cassis. 1/10
Copo mistura
 
7
 
Porto 10 anos: 5/10
Tia Maria: 2/10
Creme cacasu branco:
3/10
Biter-Angustura: 1 gota
Mistura: Shaker
 
 8
 
Porto doce: 1/3
Frangélico: 1/3
Vodka. 1/3
Copo mistura 
 
  9
Porto lágrima: 4/10
Creme cacau branco:
3/10
Blue curaçao: 2/10
Natas Frescas batidas: 1/10
Mistura: Shaker
 
10
 
Porto Tawny: 2,5 cl
Creme cassis: 0,5 cl
Licor de noz: 2 cl
Natas: 1 cl
Mistura: Shaker
 
11
 
Porto tawny: 1,5 cl
Sumo natural ananás: 1,5 cl
Sumo de Papaia natural: 1,5 cl
Nocello toschi vignola. 1,5 cl
Mistura: Shaker
 
12
 
Porto doce tinto. 4/10
Vodka: 2/10
Malibú: 2/10
Natas: 1/10
Triplice seco: 1/10
Mistura: Shaker 
 
13
 
Porto doce: 2/10
Whisky novo: 4/10
Amaretto: 2/10
Natas: 2/10
Mistura shaker
 
14
 
Porto seco: 4/10
Frangélico: 3/10
Cherry brandy: 2/10
Vodka: 1/10
Mistura Shaker
 
15
 
Porto seco: 3 cl
Pisang ambom: 1,5 cl
Natas: 1,5 cl
Mistura Shaker
 
16
 
Porto doce: 2 cl
Safari: 1 cl
Sabra café. 1 cl
Natas: 2 cl
Mistura shaker
 
17
 
Porto tawny: 1/3
Porto seco: 1/3
Kahwa: 1/3
Mistura shaker
 
18
 
Porto branco doce: 1/10
Safari. 3/10
Batida de coco: 3/10
Sumo ananás: 3/10
Groselha: 1 dasch
Polvilhar com chocolate em pó.
Copo mistura
 
19
 
Porto tawny: 4 cl
Sumo de laranja natural: 1 cl
Amendoa amarga: 0,5 cl
Licor Beirão: 1 cl
Mistura Shaker
 
20
 
Porto tawny: 1 cl
Grand marnier: 3 cl
Café: 6 cl
Natas no topo: 3 cl
Mistura Shaker
 
21
 
Porto 10 anos: 2 cl
Natas: 2 cl
Galliano: 1,5 cl
Aguardente velha: 0,5 cl
Mistura Shaker
 
22
 
Porto doce. 3 cl
Batida  coco: 1,5 cl
Porto seco:1,5 cl
Mistura Shaker
 
23
 
Porto Lágrima: 2 cl
Rarope  morango: 2 cl
Brandy: 1 cl
Natas: 2 cl
Mistura Shaker
 
24
 
Porto Ruby: 3/10
Creme cacao: 3/10
Frangélico: 1/10
Natas: 3/10
Mistura Shaker
 
25
 
Porto tawny: 4 cl
Brandy: 4 cl
Natas batidas no topo
Mistura copo misturas
 
26
 
Porto Ruby: 2 cl
Malibbu: 2 cl
Safari. 2 cl
Gema de ovo: 1/2
Noz moscada: polvilho
Mistura shaker
 
27
 
Porto Lágrima: 1,5 cl
Pisang ambom: 1,5 cl
Malibu: 1,5 cl
Natas: 1,5 cl
Açucar
Mistura Shaker 
 
28
 
Porto doce: 3/10
Frangélico: 3/10
Licor Beirão: 3/10
Natas: 1/10
Mistura Shaker
 
29
 
Porto Seco: 5 cl
Natas: 1 cl
Grenadine: 5 gotas
Mistura shaker
 
30
 
Porto seco: 1/3
Porto doce: 1/3
Amareto: 1/3
Gema de ovo: gotas
Mistura Shaker
 
31
 
Porto Tawny: 2 cl
Licor Beirão: 2 cl
Natas: 2 cl
Mistura Shaker
 
32
 
Porto Tawny: 4 cl
Cacau Branco: 1 cl
Natas frescas: 1 cl
Lime juice: 1 dash
Mistura Shaker
 
33
 
Porto Ruby: 3 cl
Cherry brandy: 2 cl
Natas: 1 cl
Polvilhar com canela
Mistura Shaker
 
34
 
Porto doce: 1,5 cl
Creme cacau 1,5 cl
Natas batidas: 1 cl
Groselha. 1 dash
Mistura Shaker