CONHECER OS DIFERENTES TIPOS DE VINHO Num pequeno país como é Portugal, existe uma extraordinária variedade de climas, solos e castas, que dão origem aos mais diversos tipos de vinho. A classificação dos produtos vínicos pode ser feita sob vários aspectos, parecendo-me de interesse, do ponto de vista gastronómico, a que os separa em:
- Vinhos generosos e licorosos - Vinhos doces de mesa brancos e rosés - Vinhos comuns ou de mesa brancos e tintos - Vinhos espumantes ou espumosos
VINHOS GENEROSOS -A característica comum dos produtos em que se incluem os vinhos generosos e licorosos é a sua elevada graduação alcoólica, entre 17 e 22 graus que resulta da adição durante o processo de fabrico de aguardente ou álcool viníco. Em Portugal dizem-se generosos os vinhos licorosos provenientes das regiões demarcadas do Douro, (vinho do Porto), vinho da Madeira, vinho de Carcavelos e Moscatel de Setúbal,
VINHO DA MADEIRA - O vinho da madeira é igualmente apresentado em diferentes graus de doçura, frequentemente sob a designação da casta respectiva característica: Sercial (seco), Verdelho (meio seco), Boal (meio doce), e Malvasia (doce). O vinho da casta Terrantez, muito raro, é de grande notoriedade.
VINHO DE CARCAVELOS - O vinho de Carcavelos é apresentado ao público nos tipos seco e doce, sendo o seco o mais característico.
VINHO MOSCATEL - O vinho moscatel é sempre do tipo doce, com maior ou menor grau de doçura O moscatel de Setúbal é produzido em solos arenosos da região de Palmela e argilo-calcário da região da Arrábida, a partir das castas Moscatel de Setúbal (ao que tudo indica uma recriação da casta Moscatel de Alexandria), Boal, Malvasia, Roupeiro e Vital. Estagia em barris de carvalho usado, por um período mínimo de dois anos. - Em novo, deve ser apreciado como aperitivo e levemente fresco. Os velhos devem ser apreciados como vinhos de sobremesa. A casta Moscatel Roxo produz um vinho raríssimo com o mesmo nome, que constitui a excelência do Moscatel de Setúbal.
- Entre os vinhos Licorosos não generosos merecem menção os da Estremadura, do Ribatejo e ainda os do Algarve em particular os de Lagoa. Neste grupo incluem-se também os vinhos aperitivos e medicinais ( por vezes chamados aromatizados), abrangendo vermutes, amargos,quinados, etc. São ainda de referir as jeropiga e vinhos abafados, que são os produtos do mosto da uva ao qual se adicionou aguardente vínica antes ou no inicio da fermentação de modo a não permitir o desenvolvimento ou persistência da mesma. Do vinho do Porto falarei mais adiante.
VINHOS DE MESA - Os vinhos doces de mesa, brancos e rosados, ou rosés, são caracterizados por um certo grau de doçura de paladar. - Os vinhos rosés caracterizam-se ainda pela cor, resultante do processo de fabrico especial e por uma certa gaseificação. Embora os vinhos portugueses deste grupo não provenham de regiões vitícolas determinadas para o seu fabrico são escolhidas as uvas de castas produzidas em diversas regiões propícias. - Os vinhos comuns ou de mesa são os que têm uma graduação alcoólica normalmente não superior a 13 graus de vol. sem anidrido carbónico ou com pequena percentagem de gás, dizendo-se neste caso, que têm agulha ou frisantes. Dos vinhos que não revelem possuir qualquer gás diz-se que são tranquilos. Uns e outros se não manifestarem uma certa doçura de paladar dizem-se secos, se forem levemente doces, são chamados doces ou adamados.
O QUE É UM V.Q.P.R.D.? VQPRD corresponde à abreviatura de Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada. Por região determinada, entende-se uma zona vitivinícola com limites geográficos bem definidos, com solos e vinhas registadas e aptos a produzir vinho de qualidade a partir de determinadas castas bem identificadas. A este nível, existem duas subcategorias: DOC e IPR. Na primeira DOC, congregam-se as antigas regiões demarcadas que a seguir irei descrever. Num patamar mais abaixo inserem-se as IPR, que incluem todas as novas regiões entretanto criadas. Os IPR são por assim dizer, "regiões á experiência"
O QUE É UM D.O.C.? - Denominação de Origem Controlada Designação atribuída a vinhos cuja produção está tradicionalmente ligada a regiões geograficamente delimitadas e sujeitas a um conjunto de regras consignadas em legislação própria; (características dos solos, castas recomendadas e autorizadas, práticas de vinificação, teor alcoólico, e tempo de estágio. Na prática, têm este estatuto as mais antigas regiões produtoras destes vinhos.
O QUE É UM I.P.R.? - Indicação de proveniência Regulamentada Vinhos que embora tendo características particulares, terão de cumprir, num período mínimo de 5 anos, todas as regras estabelecidas para a produção de vinhos de grande qualidade, tais como: castas, solos, teor alcoólico, etc. Podendo então passar á classificação de DOC. Por outras palavras as novas regiões criadas em Portugal são IPR, as antigas regiões demarcadas são hoje as DOC.
O QUE É UM VINHO REGIONAL? - São vinhos comuns de uma região especifica, produzidos a partir de, pelo menos 85% de uma ou mais castas recomendadas ou autorizadas nessa região. Esta classificação é dada aos vinhos não enquadrados com as regras exigidas para classificação de DOC. ou IPR. São vinhos produzidos numa região especifica de produção, cujo nome adoptam, e satisfazem determinadas condições de produção (teor alcoólico, proveniência das uvas, etc.
O QUE É UM VINHO DE MESA? - Esta denominação é dada aos vinhos em cuja produção não são seguidas as mesmas regras e controle que obrigam à``classificação de vinhos regionais, I.P.R. e D.O.C.
RESERVA - Segundo a tradição "Reserva" era o vinho que o produtor guardava para consumo familiar. Designativo de qualidade associado ao ano de colheita, apresentando um índice de qualidade destacada e um grau alcoólico volumétrico superior, pelo menos em 0,5% ao limite mínimo legalmente fixado. A designação "reserva" só é atribuído a um vinho de qualidade superior com certo
envelhecimento e volume determinado e sempre associado ao ano de colheita.
GARRAFEIRA - É também, um índice de qualidade sujeito a normas próprias, que pressupõe um estágio prolongado do vinho em garrafa, antes de ir para o mercado. Com um envelhecimento em garrafa mínimo de 2 anos para o branco e 3 anos para o tinto e com indicação do ano de colheita
(imagens retiradas da Internet )
MOSCATEL ROXO
Características do vinho
Cor âmbar com laivos esverdeados. Aroma a caramelo,laranja e especiarias. Paladar redondo, frutado e muito suave. Ideal como acompanhamento de sobremesas
MOSCATEL
O vinho Moscatel um dos mais famosos e tradicionais vinhos licorosos portugueses.Produz-se principalmente na zona de Setúbal, mas também é produzido nas zonas do Douro e de Lagos. A análise de compostos fenólicos é importante devido ao seu potencial como antioxidantes biológicos, à sua implantação na rede de doenças cardiovasculares e à sua actividade anticarcinogénica.
Realizaram-se alguns ensaios para a validação do método de Folin-Ciocalteau para a determinação do teor em fenóis totais do vinho Moscatel.
Amostras de diferentes produtores foram analisadas por cromatografia liquida de alta eficiência (HPLC) e os resultados foram relacionados com os obtidos pelo método de Folin-Ciocalteau. A evolução dos compostos fenólicos ao longo do processo de vinificação do vinho Moscatel foi também estudada por análise cromatográfica.
Estudo da FFUL.
FVAIOS
MOSCATEL DO DOURO
10 ANOS
O Moscatel do Douro édiferente do de Setúbal,mas não menosinteressante. Este vinhoé intenso e rico, comsugestões de mel, avelãs, tofa,passa deuva, bom para acompanhar sobremesas não muito doces.
GARRAFA DE VINHODEVE ESTAR DEITADA
Procure sempre deixar a garrafa deitada de forma a que o vinho entre em contacto com a rolha. Isto fará com que a mesma não seque e encolha, fazendo com que o vinho evapore.
CURIOSIDADES
Mascara de uva para o rosto
A uva dá mais elasticidade à pele. Bata uma chávena de uvas no liquidificador. Reserve. Dissolva meia folha de gelatina branca Misture o sumo de uva com a gelatina até formar uma pasta. Coloque no rosto durante 25 minutos e enxague bem com água fria