Depois da invenção do vinho espumantizado, na região de champagne, em França, no inicio do século XVIII, passaram muitos anos até se passar à fase industrial.Com a criação das primeiras marcas e empresas. com o tempo, o sucesso deste tipo de vinho ultrapassou as fronteiras francesas e outros países começaram a produzir espumantes segundo o método original champanhês. Um dos primeiros a faze-lo foi Portugal, onde a partir de 1880, no coração da Bairrada, começaram a surgir as primeiras caves. Hoje em dia, os grandes pólos de produção de espumantes, no nosso país, situam-se nesta região e na zona de Lamego. Na categoria dos espumantes, existem dois tipos de produção: (método charmat, ou cuba fechada, e método campanhês).
MÉTODO CHARMAT - O método charmat ou em cuba fechada é produzido a partir de um vinho base que é feito refermentar numa cuba fechada, desenvolvendo-se naturalmente o gás carbónico, e sendo depois engarrafado. A partir daqui está pronto par entrar no mercado e ser consumido. No rótulo possui a indicação "Método Charmat".
MÉTODO CHAMPANHÊS - O método champanhês (ou método clássico) é o espumante de maior categoria e qualidade. Este método, trabalhoso e sofisticado, consiste muito genericamente em encher as garrafas com um vinho ao qual foram adicionadas leveduras para que torne a refermentar. A garrafa é então fechada com uma cápsula metálica provisória e o vinho refermenta no seu interior, criando o gás. O vinho envelhece então durante um tempo determinado consoante a sua categoria, e nunca inferior a nove meses, podendo ir até quatro anos.
- O PROCESSO DA REMUAGE. Quando se aproxima a data de ir para o mercado, as garrafas são retiradas da cave onde estagiaram na posição de deitadas, e colocadas numas estantes especiais de madeira, de gargalo para baixo, sendo rodadas manualmente uma vez por dia de um quarto de volta e a mesma em inclinação, durante três semanas, muito lentamente, de forma a que o deposito originado pela fermentação escorra para o gargalo. Chama-se a este processo a Remuage (este processo actualmente em algumas empresas já é feito mecanicamente).
- O DEGORGEMENT. terminada a remuage e mantendo sempre as garrafas de gargalo para baixo, estas são levadas para a fase seguinte, o "Degorgement" Processo que consiste na congelação ultra rápida do gargalo da garrafa, onde a cápsula metálica é retirada, e o depósito expulso para o exterior. Aí cabe atestar de novo a garrafa com vinho igual ou vinho misturado com licores, consoante o grau de doçura pretendido, Bruto,Seco, Meio Seco ou doce e colocada a rolha de cortiça definitiva. terminado todo este processo o espumante está finalmente pronto e em condições de ser consumido. Os melhores vinhos são geralmente deixados naturais, ou seja bastante secos, que corresponde à designação de Bruto.Existem no entanto, espumantes em todo o grau de doçura: seco, meio seco (ou meio doce), e doce.
VINHO ESPUMOSO - Vinho espumoso "o falso espumante" é precisamente um falso espumante porque de espumante só contém a espuma que afinal é artificial. Trata-se de um vinho vulgaríssimo onde foi injectado gás carbónico por métodos artificiais. Para se distinguir do verdadeiro espumante é obrigatório possuir no rótulo a indicação "Vinho Espumoso Gaseificado".
ESPUMANTE TINTO BRUTO
- Uma especialidade que não podia deixar de mencionar. Trata-se de um espumante produzido nos mesmos moldes do anterior, com uma particularidade ser produzido com
vinho tinto. Normalmente não é consumido da mesma forma. Serve em especial para acompanhar pratos especiais: como leitão, Chanfana etc. Aqui entra o gosto de cada consumidor.