5 de Outubro OS MORTOS NÃO SE DISCUTEM
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28 de SETEMBRO - 74
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«A Revolução de 1974 Riem-se de quê? Presos políticos em Cuba 52 presos políticos de Cuba vão ser soltos pelo regime comunista de Fidel de Castro por acção da Igreja Católica. SARAMAGO Nem os milhões de mortos feitos pelo comunismo internacional o fez sair do PCP. Nem os saneamentos que fez no Diário de Notícias lançando no desemprego muitos dos seus colegas fizeram que os "lacaios" da nossa comunicação social dessem a devida nota de quem era Saramago... "Relatório
das Sevícias" Estamos em condiçôes de informar que poderá estar para breve a reedição do "Relatório da Comissão de Averiguações de Violências sobre Presos sujeitos às Autoridades Militares". O "famoso" relatório da capa roxa anda há muito desaparecido... nem em bibliotecas se encontra. Por isso, e para que a memória deste período nefasto da nossa história não seja "lavado", o filho de um ex-preso dessa época vai reeditá-lo, o que certamente corresponderá ao interesse de muita gente que o procura e não o encontra. _________________________ «A revolução de 1974 foi mais do que uma traição: constituiu um crime hediondo e os seus mentores deveriam ser julgados por crimes contra a Humanidade»
É assim, que logo na nota de abertura o General Silva Cardoso, Alto Comissário em Angola até 2 de Agosto de 1975, dá o tom e demonstra no seu livro "25 de Abril de 1974 - A Revolução da Perfídia", agora editado pela Prefácio, prefaciado por Veríssimo Serrão.
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O “25 de Abril” queimou livros das escolas
Despacho assinado pelo secretário de Estado da Orientação Pedagógica, Rui Grácio, de 17 de Outubro de 1974: «Tendo sido informado de que nas Bibliotecas dos estabelecimentos de ensino existe quantidade apreciável de livros e revistas de índole fascista, determino que seja elaborada uma circular ordenando a destruição das publicações com esse carácter, depois de arquivados um exemplar, pelo menos, de cada revista e alguns livros a seleccionar, que fiquem como documento ou testemunho de um regime.» Em 26/3/75, a directora-geral da Educação Permanente, Maria Justina Sepúlveda Fonseca, anuncia aos encarregados das bibliotecas, através da circular nº 1/75, que "é chegada a oportunidade" de se passar, "com urgência", ao "saneamento dos livros que não reúnam condições ideológicas, literárias ou técnicas para continuarem a ser dados à leitura". Nesse período eram ministros da Educação: Vitorino Magalhães Godinho e Major António Emílio da Silva Entre os autores a cujas obras foram queimadas em algumas escolas, cumprindo as ordens das autoridades escolares, estavam as dos historiadores António Matoso e José Hermano Saraiva (Ministro da Educação Nacional 1968-1970) que declarou ao Publico em 24/7/05: «Os professores em geral não queriam [cumprir as instruções do Ministério] e muitos guardaram os livros. Mas quem é que ousava protestar sem ser logo caluniado? Eu próprio não o fiz. Era pobre, não tinha nenhuma reforma, e concerteza que me mandavam para Caxias. Tinha amigos lá presos por menos do que isso. Até 25 de Abril de 1974 havia 88 presos em Portugal; três meses depois eram três mil. A liberdade acabou com o 25 de Abril». _____________________ ![]() Portugal do Minho a Timor Um livro, a não perder, com grande detalhe e profundidade, muito documentado, que nos leva a perceber porquê «No terceiro quartel do século XX, durante um período revolucionário de dois anos, alguns portugueses inverteram com êxito o sentido histórico de Portugal. Trata esta obra de Portugal, não dos regimes ou dos sistemas de governo, mas da doutrina e da política ultramarina portuguesa, tentando descortinar as razões que motivaram alguns portugueses a defender o sentido atlântico e luso-tropical que tinha garantido a independência de Portugal ao longo dos últimos oito séculos, bem como as motivações de outros que optaram pelos caminhos do continente, da Ibéria e da Europa civilizada, sacrificando, a partir de Julho de 1974, com sangue, destruição e tragédias sem paralelo, pedaços da Nação. Nesta obra defende-se, portanto, contrariamente ao que defendem os dirigentes saídos da revolução de 1974/1975, que a instauração de um regime democrático não exigia a destruição do Portugal Uno que estava em construção. Outros regimes, outros sistemas de governo, outras elites, outras gerações de portugueses tudo fizeram para preservar a Pátria d’aquém e d’além-mar.» Da Editora Vega, são autores Vasco Silvério Marques e Aníbal Mesquita Borges deste livro com 648 páginas. ___________________________ Lenine num "Sábado comunista", jornada em que voluntários russos trabalhavam grátis para o Estado. _______________________ O ex-Presidente da República General Costa Gomes andou a mando do PCP? Alvaro Cunhal Um livrinho elucidativo do antigo "capitão de abril" de Administração Militar (que lhe deve ter dado imenso jeito na vida civil) Duran Clemente (hoje deve ser coronel como aconteceu com muitos outros, a título de "indemnização" pelo paixão revolucionária à sombra do Muro de Berlim, mas ficando do lado de cá...), editado em Janeiro de 1976 por Edições Sociais. Documentos
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UM RELATO













